sexta-feira, novembro 15, 2002

Eu queria ser .

VIDA
Para fazer nascer os que estão morrendo
SOL
Para fazer brilhar os que não possuem lua...
LUZ
Para iluminar os que vivem na escuridão...
CHUVA
Para correr toda a terra e molhar os campos secos...
LÁGRIMA
Para fazer chorar os corações insensíveis...
VOZ
Para fazer falar os que sempre se ocultaram...
LUAR
Para brilhar na noite dos amores incompreendidos...
SILÊNCIO
Para calar as vozes que atordoam o coração do homem...
DOR
Para amargar no peito dos infiéis
GRITO
Para gritar a dor dos que sofrem no silêncio
FORÇA
Para fugir dos que utilizam o mal...
AMANHECER
Para fazer um dia a mais de felicidade sobre a Terra...
NOITE
Para acalentar os que lutam durante o dia
AMOR
Para unir as pessoas... e lhes dizer que sou apenas uma
delas ...



segunda-feira, novembro 11, 2002

O lado brega da Psicanalise por Renzo Mora o texto é muito bom digno de um cartel.
Mesa de gerentes por Eduardo Joly

Gritou mais uma vitória. Seu time ganhara. Não, ele ganhara. Fora um campeonato difícil. Mas finalmente ganharam. Saiu à rua, gritou a todos que era campeão. Era preciso comemorar. No dia seguinte, seguiria feliz para o emprego. Camisa do time, suada e surrada. Indústria, vestiário, uniforme. Aquele emprego caíra do céu. Seis meses sem a alegria de poder levantar cedo e ir trabalhar. Não era muito. Tinha amigos que já se esqueceram a quanto tempo não trabalhavam. Ele agora tinha um emprego. No refeitório, todos almoçavam juntos. Gerentes, serventes, arrumadores, montadores, todos. Maneira prática de igualdade. Na mesa ao lado, eram de outro time. Insatisfeitos pediam um novo jogo. Xingam jogadores. Torcedores e juizes. Não agüenta. Seu time fora campeão. Ele fora campeão com todos os méritos em questão. Nenhum merdinha falaria assim no seu dia de glória. O garfo voa rápido. Alvo errado. Mesa de gerentes. Tempos difíceis. Cortes de empregados. Justificativa: não há dinheiro para sustentar a todos. Vai para casa. No ônibus, protesta em silêncio. Paga a passagem e observa. São Paulo, 19h23. E o menino corre com a bola em direção à duas pedras. Seu grito de gol não tem time. É dele e não tem time.


Visto que podia ter sido mais produtivo o meu dia e essa vontade que tenho de sair aproveitando minhas reservas de energias !!! To precisando de uma balada...